(esta fábula foi criada e usada como prólogo de minha peça "rosa na sarjeta" realizada no ano de 2002 com direção de Antonio Apolinário, protagonizada por Dora Mazzer, Marco Lorena e antagonizada por Andreia Stella, anteriormente com Dominique Míssio).
Era uma vez, duas rosas brancas.(Eu disse duas) Uma... Duas. Uma rosa e uma rosinha. Uma rosa desabrochada e uma rosinha botão. Elas eram muito, muito, muito brancas. Talvez nem tão brancas assim, brancas como marfim. Elas moravam num lindo jardim, todo florido. Elas se amavam (As duas rosas). A paz e a felicidade, reinavam por ali. Até que um dia, numa sexta-feira...(Cabrum!) Eis que surge um belo cavaleiro montado em seu cavalo e por uma das rosas, (A desabrochada) se apaixona (E ela também). Então ele a beija e ela se transforma numa linda princesa. O belo cavaleiro convida a princesa para um longo passeio. Sairiam naquela sexta-feira e voltariam somente... no domingo. Ela que nunca havia saído daquele jardim, fica muito, muito, muito feliz e aceita o convite (É claro). Só que não poderia deixar a sua irmãzinha abandonada naquele jardim, rodeada por rosas tão estranhas, entre outras flores tão suspeitas (Como por exemplo, as damas da noite). Foi então que teve uma grande idéia e colocou-a num vasinho e levou-a para passear. Foi um lindo passeio, conheceram outros jardins, outras flores, outras paisagens, outros perfumes e fizeram até... pic-nic. No domingo quando os três voltavam numa carruagem, exaustos do passeio e distraídos de tanta felicidade... (Cabrum!) Um terrível acidente acontece. Nada sofre a princesa, tampouco o cavaleiro, mas a rosinha, pobrezinha, fica toda despetalada.
O cavaleiro fica com muita peninha da rosinha e sentindo-se muito culpado pela tragédia. Desde então passa dia e noite, noite e dia, todas as noites, todos os dias, dedicando-se a recuperação da rosinha ferida. Enquanto se esquece de sua tão amada princesa que cada vez mais solitária e isolada fica. O cavaleiro para se redimir, acaba se casando com a rosinha machucada e que de tanto amor se transforma numa linda princesinha. Toda machucadinha, mas princesinha. A outra rosa retorna para o seu antigo jardim, de tão infeliz, as demais flores murcham, caem e secam. Ervas daninhas, pedras e espinhos se apossam de todo o espaço. Com o tempo aquele lugar tornou-se de concreto, tornou-se uma avenida ladeada por calçadas. E a rosa permaneceu ali, cercada por aquela paisagem cinzenta lembrando-se daquele belo passeio do passado. Nunca mais queria enxergar a sua cruel realidade e de tão branca que era... Ela ficou vermelha, vermelha de ódio, de ódio, vermelha, vermelha, de ódio, de ódio, vermelha de ódio, vermelha...
Era uma vez, duas rosas brancas.(Eu disse duas) Uma... Duas. Uma rosa e uma rosinha. Uma rosa desabrochada e uma rosinha botão. Elas eram muito, muito, muito brancas. Talvez nem tão brancas assim, brancas como marfim. Elas moravam num lindo jardim, todo florido. Elas se amavam (As duas rosas). A paz e a felicidade, reinavam por ali. Até que um dia, numa sexta-feira...(Cabrum!) Eis que surge um belo cavaleiro montado em seu cavalo e por uma das rosas, (A desabrochada) se apaixona (E ela também). Então ele a beija e ela se transforma numa linda princesa. O belo cavaleiro convida a princesa para um longo passeio. Sairiam naquela sexta-feira e voltariam somente... no domingo. Ela que nunca havia saído daquele jardim, fica muito, muito, muito feliz e aceita o convite (É claro). Só que não poderia deixar a sua irmãzinha abandonada naquele jardim, rodeada por rosas tão estranhas, entre outras flores tão suspeitas (Como por exemplo, as damas da noite). Foi então que teve uma grande idéia e colocou-a num vasinho e levou-a para passear. Foi um lindo passeio, conheceram outros jardins, outras flores, outras paisagens, outros perfumes e fizeram até... pic-nic. No domingo quando os três voltavam numa carruagem, exaustos do passeio e distraídos de tanta felicidade... (Cabrum!) Um terrível acidente acontece. Nada sofre a princesa, tampouco o cavaleiro, mas a rosinha, pobrezinha, fica toda despetalada.
O cavaleiro fica com muita peninha da rosinha e sentindo-se muito culpado pela tragédia. Desde então passa dia e noite, noite e dia, todas as noites, todos os dias, dedicando-se a recuperação da rosinha ferida. Enquanto se esquece de sua tão amada princesa que cada vez mais solitária e isolada fica. O cavaleiro para se redimir, acaba se casando com a rosinha machucada e que de tanto amor se transforma numa linda princesinha. Toda machucadinha, mas princesinha. A outra rosa retorna para o seu antigo jardim, de tão infeliz, as demais flores murcham, caem e secam. Ervas daninhas, pedras e espinhos se apossam de todo o espaço. Com o tempo aquele lugar tornou-se de concreto, tornou-se uma avenida ladeada por calçadas. E a rosa permaneceu ali, cercada por aquela paisagem cinzenta lembrando-se daquele belo passeio do passado. Nunca mais queria enxergar a sua cruel realidade e de tão branca que era... Ela ficou vermelha, vermelha de ódio, de ódio, vermelha, vermelha, de ódio, de ódio, vermelha de ódio, vermelha...








